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PostHeaderIcon Oficinas de tapeçaria em agosto

O Departamento de Artes Visuais (DAV) do Centro de Artes da UDESC promove Oficina de Tapeçaria a partir do mês de agosto. O curso é gratuito e aberto a comunidade, porém as vagas são limitadas. Os interessados devem fazer sua inscrição pelo telefone (informações abaixo).

Os cursos serão ministrados no Bloco de Artes Visuais no Centro de Artes da UDESC e uma oficina é dedicada a iniciantes e a outra oficina a alunos que tenham alguma experiência. De acordo com Jociele Lampert, coordenadora do DAV, os alunos vão executar exercícios usando na trama materiais variados como lã, algodão e outros exercitando, listados, barras decorativas, formas geométricas, simetria entre formas, sem o uso de desenhos sob a urdidura. Ela explica que, com a prática, os alunos poderão desenhar padrões para amostras de tapetes, executá-los sem o uso sob a urdidura, além de criar combinações variadas de cores para um mesmo padrão de desenho. "É possível ter como referência tapeçarias do Peru, Bolívia, México, Estados Unidos, Oriente ou Bauhaus, contextualizando os desenhos e as criações dos alunos a esses padrões de tapete", explica.

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PostHeaderIcon Feira de artesanato da Lagoa abre vagas

A Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) abriu 25 vagas para a feira de artesanato que acontece na Lagoa da Conceição nos finais de semana. Os artesãos interessados em participar do processo seletivo podem se inscrever até 30 de maio no Centro Cultural Bento Silvério, mais conhecido como Casarão da Lagoa. O atendimento para avaliação dos trabalhos é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h.

Para a inscrição é necessário apresentar xerox do comprovante de residência, RG e CPF. Além desses documentos, o candidato deve levar ainda uma fotocópia dos trabalhos que pretende expor na feira e pagar uma taxa de R$ 10. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3232-1514.

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PostHeaderIcon Florianópolis terá Centro de Referência da Mulher Rendeira

A renda de bilro vai ganhar um espaço permanente de exposição e valorização como referência cultural de Florianópolis. Para isso, a Prefeitura da Capital e a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes (FCFFC) assinam nesta segunda-feira (03/05), às 15h, um termo de cooperação com o Ministério da Cultura (Minc), por meio da Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec). O convênio, que será formalizado no Casarão da Lagoa, na Lagoa da Conceição, viabilizará a transformação do imóvel no Centro de Referência da Mulher Rendeira.
A ação faz parte do Programa Nacional de Promoção do Artesanato de Tradição Cultural (Promoart), que está sendo implantado de forma piloto em 65 municípios do Brasil, integrado ao Programa Mais Cultura do Minc. Apenas duas cidades de Santa Catarina foram selecionadas nessa fase: Florianópolis, com a renda de bilro; e Itaiópolis, com os bordados ucranianos e pêssankas de Iracema. A seleção dos municípios levou em conta a importância cultural da atividade, a alta qualidade do artesanato, além da variedade de tipologias e técnicas envolvidas no processo de elaboração.

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PostHeaderIcon Nasce a Primeira Rota Turística de São José

Nesta última segunda-feira, dia 19 de abril, em Sessão Ordinária o legislativo aprovou a lei por unanimidade que cria a Rota dos Oleiros de autoria da vereadora Méri Hang. A nova rota turística compreende a Rua Assis Brasil, no bairro Ponta de Baixo, no trajeto compreendido entre seu inicio defronte a Igreja Nosso Senhor dos Passos e seu entroncamento com Rua Frederico Afonso (até a cabeceira da nova ponte do rio Maruim).

A Rota dos Oleiros agora compõe oficialmente o mapa turístico da cidade, compreendendo uma área de grande importância histórica no desenvolvimento econômico da cidade de São José, com patrimônios culturais como a Igreja Nosso Senhor dos Passos (construída a partir de 1858) e os restos da antiga ponte de arcos do Rio Maruim (inaugurada em 1858), além das belezas naturais do Balneário Guararema, da Ilha das Conchas e da foz do rio Maruim, visitada por volta de 1550 pelo viajante alemão Hans Staden.

O barro, matéria prima dos oleiros, é uma tradição vinda com os primeiros colonos que aportaram nessas terras no século XVIII. Um ofício bastante característico do arquipélago dos Açores, que atendia as necessidades domésticas de grande parte da população, já que as louças cerâmicas finas se popularizam quase na segunda metade do século XX na nossa cidade. A olaria constituía-se em um trabalho basicamente doméstico, com a participação de toda família na fabricação dos utensílios, sendo aos homens delegada a função de confecção das peças; já as mulheres eram responsáveis pela preparação do barro, pelo colorido das peças, além da manufatura de obras de caráter figurativo.

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PostHeaderIcon Criando com retalhos

As formas geométricas são variadas. Mas nem sempre foi assim. No início todos os desenhos surgiam a partir dos quadrados, apenas. E, se antes os pedaços de tecidos era costurados à mão, hoje, também são feitos à máquina. “Atualmente, no Patchwork, podemos usar retalhos ou não. Os blocos são maiores e podemos nos inspirar em uma infinidade de técnicas”, observa a professora de Patch Eliane Castelan.

Entre os métodos como aquarelada, o paper piercing e também o de aplicação, em que está inserida a patchcolagem, pode-se citar também o Crazy, uma técnica que se caracteriza pela aleatoriedade em que os paninhos são costurados. Segundo Eliane, este método teve o seu apogeu na época vitoriana, entre 1870 a 1900 e era elaborado com restos de roupas, rendas, veludos e bordados. “As mulheres rebordavam com fios dourados e prateados dando origem a peças mais frágeis, porém muito bem elaboradas”, conta a patchworkeira.

Os desenhos, muitas vezes, além de beleza contêm uma história. É o caso da técnica conhecida como Log Cabin traduzida como Cabana de Toras, uma referência às cabanas de lenhadores. “Neste trabalho, temos um lado com tiras claras que representam o dia e outro com escuras que traduzem a noite. No centro está a cor vermelha, amarela ou laranjada, que forma um diamante”, explica.

E é com base nestes métodos e, em tantos outros, que as patchworkeiras conseguem produzir colchas, mantas, almofadas, panôs e outras peças que encantam pela sua originalidade. “Eu gosto do desafio de criar. Estou sempre à procura de novas técnicas, novas possibilidades dentro do patchwork. A combinação dos tecidos, a criatividade na escolha das linhas e das aplicações como renda e lesie me fascinam”, diz Eliane.

 

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