Nasce a Primeira Rota Turística de São José
Nesta última segunda-feira, dia 19 de abril, em Sessão Ordinária o legislativo aprovou a lei por unanimidade que cria a Rota dos Oleiros de autoria da vereadora Méri Hang. A nova rota turística compreende a Rua Assis Brasil, no bairro Ponta de Baixo, no trajeto compreendido entre seu inicio defronte a Igreja Nosso Senhor dos Passos e seu entroncamento com Rua Frederico Afonso (até a cabeceira da nova ponte do rio Maruim).
A Rota dos Oleiros agora compõe oficialmente o mapa turístico da cidade, compreendendo uma área de grande importância histórica no desenvolvimento econômico da cidade de São José, com patrimônios culturais como a Igreja Nosso Senhor dos Passos (construída a partir de 1858) e os restos da antiga ponte de arcos do Rio Maruim (inaugurada em 1858), além das belezas naturais do Balneário Guararema, da Ilha das Conchas e da foz do rio Maruim, visitada por volta de 1550 pelo viajante alemão Hans Staden.
O barro, matéria prima dos oleiros, é uma tradição vinda com os primeiros colonos que aportaram nessas terras no século XVIII. Um ofício bastante característico do arquipélago dos Açores, que atendia as necessidades domésticas de grande parte da população, já que as louças cerâmicas finas se popularizam quase na segunda metade do século XX na nossa cidade. A olaria constituía-se em um trabalho basicamente doméstico, com a participação de toda família na fabricação dos utensílios, sendo aos homens delegada a função de confecção das peças; já as mulheres eram responsáveis pela preparação do barro, pelo colorido das peças, além da manufatura de obras de caráter figurativo.
Ao verificar a persistência desta tradição no Bairro Ponta de Baixo, com apenas 06 (seis) oleiros ainda em atividade, foi de fundamental importância destacar a presença destes artesãos ainda trabalhando nesta antiga atividade em suas oficinas concentradas na Rua Assis Brasil. Atualmente são poucos os que conseguem viver exclusivamente da arte de produzir figuras e utensílios de argila, mas, mesmo que em menor número, os artefatos de barro continuam a existir através do persistente trabalho deste grupo de artesãos.
As atividades hoje mantêm um pouco da memória da olaria tradicional josefense, no entanto, ainda promovem novas experiências com o barro, criando peças utilizadas em mesas gastronômicas temáticas, na decoração ou como obra de arte. Antigamente sendo utilizadas de forma ordinária, para conservar água, cozinhar e presente no quintal nas brincadeiras de criança ou no bebedor para aves, a cerâmica hoje é procurada pelos raros turistas que “encontram” essas olarias para levar elementos do nosso folclore ou uma grande panela de barro para incrementar a feijoada do fim-de-semana.
As grandes mudanças urbanas ocorridas nos últimos anos tornaram secundária a estrada de acesso ao Bairro Ponta de Bairro (Rua Assis Brasil). Ela deixou de ser passagem de trânsito intenso, principalmente após a construção da nova ponte de ligação entre São José e Palhoça. Desta forma, surgiu a necessidade de recuperar a identidade urbana desta localidade, promovendo para estas famílias a recuperação de sua economia familiar cada vez mais prejudicada pela falta de compradores, principalmente devido à falta de uma sinalização que promovesse essas pequenas oficinas artesanais.
Venha Visitar a Primeira Rota Turística de São José!!!






