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PostHeaderIcon Entrevistas

PostHeaderIcon "Meu principal público são as crianças e os adolescentes"

O gosto pelos personagens televisivos e das revistas em quadrinhos a acompanha desde pequena, mas foi há pouco tempo que a professora de Educação Infantil, da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, Glaura Alves da Silva, resolveu tirar seus desenhos dos papéis para adaptá-los em outras superfícies, como as do tênis Allstar, por exemplo. As peças customizadas, segundo a artesã,  fazem o maior sucesso nas páginas da Internet.

Qual material que você utiliza?
Normalmente utilizo tintas e canetas apropriadas para tecido.
Personaliza outras peças?
Além de personalizar tênis, aprendi a técnica de pintar em camisetas e bolsinhas de lona, conhecidas também como ecobags.

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PostHeaderIcon "Não dava tempo de fazer tudo, optei pelo artesanato"

“FofysFactory ou em outras palavras... Fábrica Fofa” É assim que a artesã Carol Grilo define a sua marca de artesanato que surgiu da originalidade e a criatividade que herdou da arquitetura aliadas às habilidades com a costura de sua mãe. E é a dedicação com o artesanato, o bom gosto na combinação das cores e o capricho no acabamento de suas peças que garante à sociedade o sucesso desta Fábrica.

Como o artesanato surgiu na sua vida?
Minha mãe costurava, mas eu nunca tive interesse em aprender. Até que participei de um concurso de artesanato pela net que envolvia trabalhos em feltro e me encantei. A partir daí comecei a fazer bolsinhas. Eu as bordava e minha mãe as costurava. Amigos e outras pessoas se interessaram pelas peças e começaram a fazer encomendas. Com o tempo formamos a FofysFactory que, hoje, é a minha ocupação.

Quando resolveu trocar de profissão?
Além de costurar, criar os modelos, os desenhos e as aplicações, sou eu quem tiro as fotos, faço o tratamento na imagem, faço o flyer, coloco no correio e cuido também da parte financeira. Ou seja, não dava tempo para conciliar tudo isso com a arquitetura, então, optei pela FofysFactory porque apesar de ter talento com a arquitetura, o retorno financeiro com o artesanato é bem maior.


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PostHeaderIcon "Poucos conseguem entender o valor da costura"

A costura chegou a sua vida quando nem sabia ao certo o que era ler. Aos 18 anos decidiu conhecer um pouco mais de outros mundos. A experiência em outras áreas trouxe à Rosangela Souza a certeza da sua vocação: estilista. Ela reconhece esse tempo longe das máquinas como um processo de amadurecimento em sua própria profissão: “Não importa o que você faça, em que área você atua, é preciso dar o seu melhor, sempre.”



Como foi o seu primeiro contato com as máquinas?
Tudo começou quando eu tinha 7 anos e minha avó que era aposentada costurava para os netos e também para vizinhança. Aos 9 anos eu acompanhava minha mãe, todos os dias na fábrica onde ela trabalhava. Lá, também tinha contato com as máquinas de costura.  Aos 12 comecei como costureira profissional em uma fábrica de lingerie.

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PostHeaderIcon "É a minha homenagem à cultura açoriana"

Um olhar cuidadoso e cheio de sensibilidade. Mãos que prestam atenção aos detalhes. O expectador ao apreciar a obra, consegue vê, sentir e, alguns, conseguem até ouvir os sons que evidenciam a história. Sentidos e sentimentos que, quando se encontram, segundo a artesã Solange de Freitas Côrtes, revelam o desejo que vem da sua alma: modelar com a cerâmica a cultura açoriana. Ela, que nasceu em Criciúma, viveu parte da sua infância e adolescência em Laguna e que há 36 anos mora na Ilha de Santa Catarina, confessa que cada peça que cria é um documento e um registro da sua própria tradição.



Em que se inspira para elaborar suas peças?
Minhas peças representam a pesca, as festas religiosas, as brincadeiras folclóricas, as rendas. Ou seja, costumes que foram trazidos pelos nossos colonizadores. Identifico-me muito com a arquitetura açoriana. Gosto de fazer fachadas, janelas e portais.

E por que, entre vários temas, você escolheu a reapresentação da cultura açoriana?
É uma maneira de valorizá-la. Sinto necessidade de preservá-la e divulgá-la em todo o litoral catarinense, principalmente nas regiões que marcaram minha vida, como nos municípios de Laguna, Imbituba e na Ilha de Santa Catarina. A cerâmica foi a forma que encontrei para resgatar e documentar a nossa tradição. É a minha homenagem à cultura açoriana.
 

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PostHeaderIcon "O Frivolité está se perdendo"

Um nó. Mais um nó. E, com o auxílio da navete e dos dedos, aperte outros nós. Ao final, tem-se em mãos o Frivolité, uma renda que parece frágil, mas que pode durar por muito tempo.  A artesã angolana Maria do Carmo Prazeres Ribeiro, que aprendeu essa técnica aos dez anos, garante que é preciso muita atenção e concentração para unir os nós. Mas, depois de 50 anos fazendo Frivolité, ela conclui que a produção da renda, na sua vida, tronou-se sinônimo de distração.



O que é Frivolité?
É uma renda que se faz sem agulha. É feita com navete e com os dedos. Ela se adéqua ao mesmo esquema que o crochê. Só que no frivolité, se errar, não tem como desmanchar, desfazer. Errou, tem que cortar a linha e começar novamente.

Onde aprendeu?
Aprendi na África, na escola onde eu estudava, nas aulas de trabalhos manuais. Mais tarde comprei revistas e com a prática faço qualquer modelo. 

O que é possível se fazer com os pontos do Frivolité?
Tudo que eu quero fazer com frivolité, eu faço. Desde roupas, lençóis de cama, ornamentos, luminárias, guardanapos, toalhas de banho, inclusive jóias. Já fiz também vestido de batizado e de daminhas de honra.

Onde estão expostos seus trabalhos?
Coloco minhas peças na Loja Ateliê, no Ribeirão da Ilha, que está sob a responsabilidade de Elza Moraes e, este ano, pela primeira vez, vou expor na Feira Nacional da Ostra e da Cultura Açoriana, conhecida como Fenaostra.

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